Quantas vezes este carro teve acidentes? Como verificar o histórico de sinistros?
Use aplicativos de consulta de crédito (como o Cheque Doutor ou Rainha Formiga) para obter o histórico completo de sinistros.
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Existem duas modalidades: o seguro cobre valor total (All Risks) ou apenas danos maiores (FPA). Para um carro usado, o All Risks custa cerca de 0,8 % a 1,5 % do valor declarado e cobre avarias, roubo parcial e até queda no mar; é a opção recomendada. O seguro deve ser contratado antes do embarque, com valor declarado igual ao da fatura comercial. Ao receber o carro, faça a vistoria no porto antes de retirá-lo do pátio: fotografe qualquer amassado, vidro quebrado ou sinal de umidade no contêiner, e peça que o agente portuário registre a ocorrência no documento de entrega — sem esse registro, o sinistro pode ser recusado. Depois, comunique a seguradora em até 7 dias com fotos, conhecimento de embarque e o registro portuário. O reembolso usa a cotação de reparo local; se o custo de reparo superar o valor declarado, a seguradora paga o valor total menos a franquia.
Portugal tem um dos processos de importação mais estruturados da Europa para veículos extra-comunitários, e a chave é a sequência: homologação primeiro, inspeção depois, matrícula por fim. O primeiro passo é a homologação. Se o modelo do carro já tem homologação comunitária (CE), o processo é simples: apresentas o Certificado de Conformidade (COC). A maioria dos modelos chineses vendidos oficialmente na Europa tem COC; modelos vendidos apenas na China não o têm. Nesse caso precisas de homologação individual, feita pela CPVR (Centro de Pesquisa e Prevenção de Incêndios? Não — pela entidade competente, tipicamente o ISQ ou a UCAP), que inclui inspecções técnicas e testes de conformidade, com custos de 1.000-3.000 € e prazos de 2-6 semanas. Com a homologação, segues para a inspeção técnica num centro IMTT, que verifica identificação, pneus, iluminação, emissões e integridade estrutural. Documentos necessários: certificado de matrícula chinês original, declaração de exportação, fatura comercial, documento de transporte (conhecimento), e prova de pagamento das taxas alfandegárias (IVA de 23 % e direitos, se aplicáveis). Nota prática: confirma antes da compra se existe COC europeu para esse modelo e ano. Sem COC, o processo individual pode tornar o carro economicamente inviável — sobretudo para modelos que não têm rede de apoio em Portugal para peças.